A República Federal da Alemanha, situada no coração da Europa e eixo de comunicação entre os países da Europa do Leste e do Oeste, possui uma área total de 357.104 km2 e uma população de 82.217.837 milhões de habitantes, sendo o segundo país mais populoso da Europa, depois da Rússia. Está dividida em 16 estados (Bundesländer), que formam unidades com uma grande autonomia e constituição própria, exercendo suas próprias leis principalmente nos setores do ensino e da política cultural. Aos estados compete toda a administração interna, além de participarem da legislação federal através do Conselho Federal.
A forma de Governo é a República Parlamentarista. O chefe de Estado, desde o primeiro de julho de 2004, é o presidente Horst Köhler (CDU), o qual foi reeleito no último dia 23 de maio. Em 2005 foi eleita pelo Parlamento Federal a chanceler Angela Merkel (CDU), que assumiu o cargo em primeiro de janeiro de 2006 e recentemente foi escolhida pela 4ª vez consecutiva a mulher mais influente do planeta, segundo a revista Forbes. Novas eleições ocorrerão em 2009 para escolha de um novo Primeiro Ministro através de votação popular para escolha do Parlamento Federal, na qual Angela Merkel desponta como favorita para reeileição.
A Alemanha é a maior potência econômica e tecnológica da Europa, ocupando o quarto lugar a nível mundial. O país também possui o título de maior nação exportadora do mundo. Após passar um longo período de estagnação na economia com uma variação média de crescimento de 0,7% entre 2001-05 e apresentando altas taxas de desemprego, o forte crescimento da economia conduziu a um aumento considerável no nível de emprego – que se manteve mesmo após a recente crise econômica - e a um crescimento acumulado de 11,3% entre 2005-08. Organizada sob o regime de economia social de mercado, o país, em 2008, apresentou um Produto Interno Bruto de 3,22 trilhões de dólares (apresentando um crescimento real de 1,3% em relação a 2007), o que representa cerca de 20% do PIB total da Zona do Euro. Em outras palavras, a Alemanha é responsável por nada menos que 1/5 da produção de um grupo de 27 países unidos. Desde janeiro de 2002 o Euro é a moeda corrente na Alemanha - sendo esta a moeda oficial de 16 países pertencentes à União Européia – após a substituição do Marco Alemão.
18 de janeiro
. Eleição para a Assembléia Legislativa do estado de Hessen
23 de maio
. Eleição do Presidente Federal (pela Assembléia Nacional)
07 de junho
. Eleição para o Parlamento Europeu
. Eleições municipais no estado de Baden-Württemberg
. Eleições municipais no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental
. Eleições municipais no estado da Renânia-Palatinado
. Eleições municipais no estado de Sarre Eleições municipais no estado da Saxônia
. Eleições municipais no estado da Saxônia-Anhalt
.
Eleições regionais na Região de Stuttgart
30 de agosto
.
Eleição para a Assembléia Legislativa do estado do Sarre
.
Eleição para a Assembléia Legislativa do estado da Saxônia
.
Eleição para a Assembléia Legislativa do estado da Turíngia
.
Eleições municipais no estado da Renânia do Norte-Vestfália
27 de setembro
.
Eleições gerais para o Parlamento Federal (que por sua vez elege o Chanceler Federal)
.
Eleição para a Assembléia Legislativa do estado de Brandemburgo
Origem do Produto Interno Bruto
(2008):
- Prestação de serviços: 50,9%
- Indústria e indústria de construção: 30,4%
- Comércio: 17,9%
- Agricultura: 0,9%
Força de Trabalho:
40,10 milhões de pessoas (Junho de 2009):
Custo de Trabalho:
41.509 Euros (em 2008, +2,8% em relação
a 2007)
Taxa de desemprego:
Espanha: 15,5%
Irlanda: 10,0%
França: 8,6%
Portugal: 8,3%
Estados Unidos: 8,1%
Suécia: 7,5% Alemanha: 7,4%
Finlândia: 6,8%
Rep. Tcheca: 4,9%
Áustria: 4,5%
Japão: 4,4%
Países Baixos: 2,7%
O PIB per capita:
- US$ 44.660 por habitante.
Taxa de inflação em Julho de 2009:
- 0,5: o índice de preço ao consumidor
sofreu sua primeira redução desde 1987.
Taxa de crescimento da produção industrial (2008):
- 0,1
+ 11,5 em relação a 2005.
Principais produtos industriais:
- Uma das indústrias mais avançadas do planeta e que produz principalmente aço, ferro, carvão, cimento, automóveis e suas peças, máquinas para engenharia
mecânica, elétrica e de precisão, produtos químicos, sistemas óticos, tecnologias ambiental, hospitalar, genética,
aeroespacial e nanotecnologia.
Através da análise do cenário internacional atual de baixa perspectiva de crescimento econômico mundial, além da crise econômica que afeta a maioria dos países, inclusive a Alemanha, pode-se inferir que a economia alemã mostra sinais de continuidade em seu crescimento: o PIB alemão aumentou 1,3% no ano de 2008. No quarto trimestre desse ano, contudo, o produto alemão sofreu uma queda de 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, mostrando-se assim os primeiros efeitos da crise mundial no país. Dessa forma, para o ano de 2009 o governo alemão reviu em forte baixa as previsões de crescimento: o PIB germânico deve fechar o ano com crescimento negativo. No segundo trimestre de 2009, no entanto, a Alemanha conseguiu sair da recessão, registrando uma leve alta de 0,3% no PIB em relação ao trimestre anterior, indicando um possível revigoramento da indústria alemã.
Outros números ainda ressaltam a estabilidade econômica alemã alcançada através das reformas dos últimos anos – a taxa de desemprego, por exemplo, diminui no ano passado para 7,4%. A criação de empregos tem se mostrado mais dinâmica do que em outras fases de expansão econômica alemã. Nota-se que o número médio de desempregados passou de 4,9 milhões em 2005 para menos de 3,2 milhões em 2008, o que representa uma diminuição de 35% no número de desempregados em relação àquele ano. Muitos destes resultados se devem à inserção, através de programas de estímulo do governo, de pessoas com idade mais avançada, desempregadas há muito tempo ou com menor qualificação no mercado de trabalho.
Resultados também podem ser notados através da continuação do crescimento de renda da população na ordem de 2,6% em 2008. Houve ainda, no ano de 2007, o equilíbrio das contas públicas do Estado – o que não ocorria desde 1989. Dessa forma, entende-se que o governo alemão, após a obtenção do equilíbrio econômico, pretende trabalhar para a consolidação deste equilíbrio mesmo em tempos de crise.
A indústria continua sendo o principal pilar da economia da Alemanha, apesar de ela ter perdido importância nas últimas décadas para o setor de serviços. O setor secundário (do qual a indústria faz parte, junto com a construção civil) é responsável por aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha e ocupa 25% da mão-de-obra do país, ou cerca de 10 milhões de pessoas. Sozinha, a indústria corresponde a cerca de 25% do PIB e pelo emprego de 8 milhões de pessoas. A forte expansão de alguns setores industriais, como tecnologia de informação e comunicação, ou de ramos como a indústria aeronáutica e espacial, não compensou o encolhimento de ramos tradicionais, como as indústrias têxtil e siderúrgica. A indústria alemã está estruturada principalmente em pequenas e médias empresas. Só 1,9% das indústrias são grandes empresas com mais de mil empregados. Em contrapartida, quase três quartos são indústrias com menos de cem assalariados. Em torno de 40% dos empregados industriais trabalham, no entanto, em grandes empresas com mais de mil funcionários. O pequeno grupo dos grandes conglomerados é responsável por cerca de 51% do faturamento total da indústria alemã.
Mundialmente conhecidas e presentes em todo o mundo com filiais, centros de produção ou de pesquisa são as montadoras Volkswagen, Daimler e BMW, as indústrias químicas Hoechst, Bayer e Basf, o conglomerado eletroeletrônico Siemens, a indústria metalúrgica ThyssenKrupp, os consórcios energéticos Eon e RWE e o grupo Bosch. A indústria participou substancialmente na reconstrução econômica da Alemanha após a Segunda Guerra Mundial. Um fator decisivo foi a transição para a economia de mercado, em 1948. Um dos sustentáculos da economia social de mercado é a responsabilidade própria do empresário. A política econômica estatal limita-se a criar condições favoráveis ao desenvolvimento da iniciativa empresarial.
Indústria automotiva
O setor automobilístico é o mais importante da indústria alemã, com faturamento total de 290 bilhões de euros em 2007. Ele responde por cerca de 20% do faturamento da indústria alemã e emprega em torno de 750 mil pessoas. Em torno de 70% dos veículos produzidos têm como destino o exterior. A Alemanha é o quarto maior produtor mundial de veículos, atrás do Japão, dos Estados Unidos e da China. A Volkswagen é a maior fabricante de automóveis da Europa e a quarta maior do mundo. Entre as 20 maiores montadoras do mundo estão ainda a Daimler e a BMW. Em 2007, os fabricantes alemães produziram 12,1 milhões de veículos, dos quais 6,2 milhões na Alemanha e 5,9 milhões no exterior. As montadoras alemãs produzem em mais de 40 países, onde mantêm mais de 120 unidades. A indústria automobilística tem grande tradição também nos estados da antiga Alemanha Oriental. Mas as marcas e os modelos ultrapassados da época do regime comunista desapareceram por não serem competitivos. Algumas montadoras engajaram-se na Saxônia e na Turíngia, construindo novas linhas de montagem.
Máquinas e equipamentos
A construção de máquinas e equipamentos é o segundo maior setor industrial alemão, responsável por cerca de 13% do faturamento total da indústria. É o ramo industrial que mais gera empregos na Alemanha, ocupando mais de 930 mil pessoas. Um crescimento real de 13,2% em 2007 elevou o faturamento anual para 193 bilhões de euros. O setor caracteriza-se tradicionalmente por empresas médias, ocupando uma posição de vanguarda mundial graças à sua flexibilidade e capacidade tecnológica. Apenas 5,5% das empresas têm mais de 500 funcionários. Pouco mais de 80% das cerca de 6,6 mil indústrias do setor são fábricas pequenas e médias com menos de 200 funcionários. Esse ramo tem uma função importante para a economia alemã como fornecedor. Na comparação internacional, a variedade da produção é ímpar e abrange em torno de 20 mil produtos – desde guarnições, máquinas de impressão, têxteis e agrícolas, até ferramentas. A automação e a técnica de fluidos também estão entre os destaques da produção alemã de máquinas. Mais de 75% do faturamento é obtido com exportações. Com uma participação de cerca de 20% no comércio mundial, a Alemanha é a campeã mundial de exportações no setor de máquinas e equipamentos, à frente dos EUA, do Japão, da China e da Itália.
Eletrotécnica
As indústrias eletrotécnicas faturam em torno de 190 bilhões de euros anuais, representando cerca de 12% do faturamento total da indústria alemã, e empregam cerca de 810 mil funcionários. É o terceiro maior setor da indústria alemã. O leque de sua produção é amplo, abrangendo aparelhos elétricos e eletrodomésticos, tecnologia de informação e comunicação, transformadores e equipamentos para abastecimento energético, componentes eletrônicos, soldadores e ferrramentas elétricas, aparelhos médicos, motores elétricos, comutadores, técnica de medição e automação de processos.
Química
A indústria química é o quarto maior setor industrial alemão, com um faturamento de 162,2 bilhões de euros em 2006 e cerca de 436 mil funcionários. O setor é um importante fornecedor de matérias-primas para outras áreas da indústria, como a automobilística, mas também de produtos finais, como medicamentos, para o consumidor. Os investimentos em pesquisa (foram 8,9 bilhões de euros em 2006) garantem à indústria química alemã uma posição de destaque no mundo. Além dos grandes conglomerados, como Basf, Bayer e Henkel, que estão entre os maiores do mundo, o setor tem um grande número de empresas médias. A Alemanha é o quarto maior fabricante mundial de produtos químicos, depois dos Estados Unidos, da China e do Japão. Tradicionalmente, o setor exporta mais da metade da sua produção. A indústria química tem também uma longa tradição na região da antiga Alemanha Oriental. Sua reestruturação e privatização estão concluídas A meta dos esforços políticos foi manter o núcleo dos pólos químicos tradicionais.
Alimentos
A indústria alimentícia é a quinta maior da Alemanha, tendo faturado 147 bilhões de euros em 2007. Ela emprega 519 mil pessoas em todo o país. Carne, leite e cereais são os principais produtos agropecuários, e a indústria alimentícia se destaca pelo beneficiamento dessas e de outras matérias-primas, muitas delas importadas, como o café. Ao todo são 5,9 mil produtores. O maior setor, segundo o volume de negócios, é o da carne, embutidos e derivados, responsável por 22 bilhões de euros do faturamento total em 2007. A seguir vêm leite e laticínios (16 bilhões de euros), bebidas alcoólicas (9,3 bilhões de euros), balas e doces (8,4 bilhões de euros) e pães (8,3 bilhões de euros).
Câmaras de Indústria e Comércio
A Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHK) é a organização de cúpula das 82 Câmaras de Indústria e Comércio (IHK). As câmaras são estruturadas democraticamente e livres de influência do governo. A DIHK representa os interesses da iniciativa privada em âmbito nacional e junto à União Européia. Também assessora as mais de cem Câmaras de Comércio Alemãs no Exterior (AHK) e as representações da iniciativa privada alemã em mais de 70 países, que têm uma ampla oferta de prestação de serviços, principalmente às pequenas e médias empresas. O objetivo é fomentar o comércio alemão no exterior.
O setor primário – que inclui a agropecuária, a pesca e a silvicultura – contribuiu em 2007 com cerca de 20 bilhões de euros para o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha, ou seja, apenas 0,9% do total. No entanto, dos 357 milhões de quilômetros quadrados do território alemão, em torno da metade – 17 milhões de hectares – é aproveitada pela agropecuária. A área florestal, por sua vez, cobre cerca de 30% da superfície da Alemanha, ou 11,1 milhões de hectares. Destes, 7,5 milhões de hectares são explorados economicamente por 28 mil empresas florestais e outro 1,5 milhão por 230 mil propriedades agrícolas. O perfil da produção agropecuária alemã mudou muito desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Há um processo gradual de concentração de terras e de redução do número de empresas rurais e de trabalhadores, assim como de aumento da produtividade. Nos últimos anos, acompanhando uma tendência de consumo, o governo vem incentivando a produção de alimentos orgânicos e a criação extensiva de animais.
Situação fundiária
De 1950 até 2006, a quantidade de pessoas ativas na agropecuária caiu de quase 3,9 milhões para 1,243 milhão, sendo 758 mil (61%) de mão-de-obra familiar, 185 mil (14%) de empregados contratados e 300 mil (24%) de trabalhadores sazonais. A maioria dos trabalhadores sazonais não é alemã, mas oriunda de países do Leste Europeu, notadamente a Polônia e a Romênia. O número de propriedades agrícolas reduziu-se de 1,5 milhão em 1950 para 353 mil em 2006. Vale destacar que 95% delas, ou mais de 330 mil, estão na parte ocidental da Alemanha. No leste, existem menos de 30 mil empresas agropecuárias, sucessoras das 4.650 cooperativas e grandes estatais do regime comunista existentes até 1990. As propriedades rurais são sobretudo de pequeno porte: 32,1% têm entre 2 e 10 hectares e apenas 8,7% têm mais de 100 hectares. Apesar de serem em maior número, as propriedades entre 2 e 10 hectares representam apenas 3,5% da área cultivada, enquanto as unidades com mais de 100 hectares ocupam 51,2% das terras utilizadas pelo setor agrícola. O tamanho médio de uma propriedade agrícola na Alemanha era de 46,4 hectares em 2005, mas esse número varia muito de um estado para o outro. Nos dois estados do sul, Baviera e Baden-Württemberg, o tamanho médio das propriedades era de 26,1 e 28,3 hectares no mesmo ano. No leste, não raro supera os 200 hectares, como nos casos de Brandemburgo (213,8 hectares) e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental (273,7 hectares). A situação fundiária no leste reflete ainda hoje a concentração de terras em empreendimentos coletivos na antiga Alemanha Oriental.
A força da pecuária
A pecuária gerou 21,1 bilhões de euros para os produtores alemães em 2007. O leite, a carne de porco e a carne bovina são os três principais produtos agropecuários. Em toda a Alemanha, cerca de 170 mil propriedades se ocupam da criação de gado e 80 mil da criação de porcos. Já a criação de ovelhas ocorre em 28 mil propriedades. Em 2007, o rebanho bovino alemão era de pouco mais de 12 milhões de cabeças, uma queda de 35% em relação a 1990, quando foi feita a primeira contagem unificada dos estados do leste e do oeste. A Baviera (27%) e a Baixa Saxônia (20%) são os estados com os maiores rebanhos. Os porcos lideram em quantidade. Em 2007, a população de suínos estava em torno de 27 milhões. Baixa Saxônia e Renânia do Norte-Vestfália destacam-se na criação de porcos, com mais da metade do total nacional. Já o rebanho de ovelhas somava 2,4 milhões de cabeças no país em 2007.
A cara da agricultura
A agricultura gerou 21,8 bilhões de euros para os produtores alemães em 2007. Considerando o valor gerado, os principais produtos são os cereais, as plantas forrageiras e as mudas de árvores e flores. Em 2007, a safra de cereais foi de aproximadamente 40 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 6,8% em relação ao ano anterior. O plantio de cereais rendeu 7 bilhões de euros aos produtores alemães em 2007. A segunda maior colheita é de beterraba, que em 2007 ficou em 26,2 milhões de toneladas. No mesmo ano, colheram-se 11,6 milhões de toneladas de batatas. A agricultura alemã também tem boa produção de uvas para vinho, frutas, legumes e hortigranjeiros. Os dois maiores estados do país, Baviera e Baixa Saxônia, são também os principais produtores de cereais. A ordem entre os dois inverte-se, entretanto, no cultivo de batata e beterraba. Já Baden-Württemberg destaca-se por 40% da produção de frutas de mesa e a Renânia-Palatinado por 65% da de vinho.
Objetivos não só econômicos
Zelar pela paisagem rural também é missão da agricultura. Como já mencionado, a agropecuária alemã é de pouca relevância econômica para o país. No entanto, embora a Alemanha esteja entre os líderes da importação de produtos agrícolas do mundo, a produção nacional é importante para o abastecimento interno de alimentos, servindo como matéria-prima para a indústria alimentícia. Mas não só isso. A política alemã para a agropecuária considera-a igualmente vital para a manutenção da paisagem e da cultura rural – inclusive com fins turísticos –, assim como a preservação ambiental. Recentemente, muitos fazendeiros vêm descobrindo que hospedar, principalmente famílias com crianças em férias, pode ser uma alternativa à pouco recompensadora agropecuária. Mas, para atrair turistas, precisam manter no mínimo um núcleo produtivo e o ambiente rural. Além disso, a agropecuária desempenha papel significativo como fornecedora de matérias-primas para o setor técnico-químico e energético.
A pesca
A pesca possui uma pequena importância econômica na Alemanha, restrita à região norte. O país é apenas o sétimo entre os principais produtores da União Européia, com uma produção de 335.143 toneladas em 2003. A Espanha, principal país pesqueiro europeu, produz quase quatro vezes mais. A pesca emprega em torno de 4 mil pessoas na Alemanha, sem considerar os trabalhadores da indústria. A frota pesqueira do país é de cerca de 2 mil barcos. Muito importante também são as culturas aquáticas, que na Alemanha respondem por mais de 60% da produção de pescado. A truta arco-íris e a carpa-comum são as duas principais espécies produzidas em viveiro, enquanto o arenque, a espadilha e a cavala são as três principais espécies pescadas.
A Alemanha sempre foi sinônimo de um país de economia forte e dinâmica. Nos últimos anos, esta característica tem se intensificado ainda mais. Com um volume de 995 bilhões de Euros em produtos exportados em 2008 (representando um aumento de 2,7% em relação ao ano anterior) e € 819 bilhões resultantes das importações no mesmo ano – 4,2% a mais do que em 2007 - a Alemanha obteve um superávit em sua balança comercial como jamais visto: € 176 bilhões. Além disso, manteve sua tradição de maior país exportador do mundo, superando inclusive EUA e China.
Entre os anos de 1996 e 2006, o volume comercial alemão cresceu mais que o dobro, sendo que as importações aumentaram 107% e as exportações 122%. Este é um resultado extremamente expressivo e faz com que a Alemanha se destaque como um dos ícones de crescimento dentro da União Européia.
Em 2006, a Alemanha foi responsável por 9,4% do total das exportações mundiais, contando com os países europeus como principais parceiros comerciais – responsáveis por 73% dos negócios. Somente com os países da União Européia esse índice atingiu a marca de 60% e analisando-se o comércio alemão com a zona do Euro infere-se 41% do total do comércio. O segundo continente mais importante para o comércio alemão é o asiático abrangendo 13,8 % do fluxo de negócios germânicos. Este é seguido pelas Américas com 10,8% de participação no comércio internacional da Alemanha.
* É importante ressalvar que os índices de comércio com os Países Baixos são imprecisos devido ao alto fluxo de mercadorias que circulam pelo porto de Roterdã, o que credita a esse país alguns produtos provenientes de/destinados a outras nações.
Conforme a grande maioria das nações afetadas pela recente crise econômica, a Alemanha também lançou mão de pacotes de estímulo à sua economia, visando manter seu status de quarta maior potência do planeta. Veja no quadro abaixo o que foi feito pelo governo alemão para amenizar o enfraquecimento de sua economia:
20 de novembro de 2008: € 31 bilhões - anúncio do programa inicial de recuperação da economia
05 de outubro de 2008: € 50 bilhões - pacote de ajuda ao banco hipotecário alemão Hypo Real Estate (HRE) pelo governo e por bancos privados.
17 de outubro de 2008: € 480 bilhões - o plano estabelece uma garantia de 400 bilhões de euros sobre os empréstimos interbancários e 80 bilhões de euros para recapitalizar as instituições em dificuldade.
13 de janeiro de 2009: € 50 bilhões - segundo pacote de recuperação econômica, é considerado o maior plano de revitalização econômica da história da Alemanha.
Principais pontos do segundo pacote de recuperação:
Investimento
No coração do pacote de recuperação há um programa de investimento público com um volume de € 17,3 bilhões. Ele pretende facilitar a modernização de escolas e creches, assim como de infra-estrutura de tráfego e edifícios públicos. O governo federal providenciou € 10 bilhões para o programa de investimento municipal, enquanto os estados (Bundesländer) contribuíram como € 3,3 bilhões.
Indústria Automobilística
Para apoiar a indústria de automóveis, um “bônus ambiental” de € 2.500 é pago aos proprietários de veículos com mais de nove anos que pretendem livrar-se de seus carros e comprar um novo ou de modelo recente durante o ano de 2009. Um total de € 1,5 bilhão foi alocado para este propósito.
Impostos
A partir de 1º de janeiro de 2009, o índice inicial das taxas foi reduzido de 15 para 14%. A permissão básica de isenção de impostos será incrementada em € 170 para € 7.834 por ano, e posteriormente para € 8.004 em 2010. Como resultado, o encargo de taxas aos cidadãos será reduzido em € 2,9 bilhões em 2009 e em € 6,05 bilhões em 2010.
Contribuições à Segurança Social
Em 1º de julho de 2009, o nível de contribuições a fundos de seguro de saúde pagos conjuntamente por empregados e empregadores decresceu de 15,5% para 14,9%. Ambos os grupos de contribuintes concordaram em poupar € 9 bilhões até o final de 2010. O subsídio do governo federal a fundos de seguro de saúde irão crescer à mesma medida.
Emprego
Trabalhos de curtos períodos serão mais atrativos para evitar dispensa temporária de empregados. O tempo deste trabalho deverá ser usado para treinamento e aquisição de habilidades até a próxima recuperação da indústria. A Agência Federal Trabalhista irá pagar as contribuições dos empregadores à segurança social com um volume de € 2,1 bilhões até o final de 2010. Além disso, cerca de € 2 bilhões estarão disponíveis para novos treinamentos de quem busca trabalhos de longo prazo.
Negócios
Um plano de empréstimos e garantias de crédito está ajudando grandes e saudáveis empresas que recebem pouco ou nenhum crédito devido à atual cautela apresentada pelos bancos. € 100 bilhões foram alocados para este propósito. Não é considerada a hipótese de apropriação de partes das companhias pelo governo.
O turismo é um dos setores substanciais da economia alemã, com um faturamento anual de 185 bilhões de Euros, sendo que 2,4 milhões de pessoas estão direta ou indiretamente ligadas a este ramo. A Alemanha recebe anualmente 25 milhões de turistas, 5 vezes a quantidade recebida pelo Brasil! As atrações turísticas estendem-se desde a culinária, passando pela história do povo e as lindas paisagens, até as grandes feiras comerciais.
São 876 km de norte a sul e 640 km de oeste a leste situados no coração da Europa, com uma história de mais de 2000 anos. Aqui o visitante encontra tudo que procura: castelos e burgos medievais; igrejas, catedrais e mosteiros famosos; bibliotecas, museus, teatros, aldeias pitorescas e cidades modernas; lindas paisagens desde as planícies do norte, passando pelas montanhas de altitude média no centro até as altas montanhas no sul do país; rios e lagos com seus pequenos povoados encantadores nas suas margens; as características marcantes das quatro estações do ano; todas estas impressões inesquecíveis estão à disposição do viajante e podem ser alcançadas mediante uma bem estruturada rede de transporte, seja por rodovia, ferrovia ou via fluvial.
Se você gosta de esportes, a Alemanha é o país ideal. As praias longas e limpas no norte do país e inúmeros lagos e rios espalhados pelo país todo oferecem todos os tipos de esporte aquático. Tênis, golfe, equitação e outros são oferecidos por muitos hotéis. Os amantes da natureza poderão praticar caminhadas e excursões nas montanhas de altura média ou através das florestas, com caminhos bem cuidados e marcados para o excursionista não se perder. Os ciclistas poderão tranqüilamente usar as estradas secundárias, devidamente sinalizadas, nas suas andanças para conhecer as lindas paisagens longe das autoestradas. No sul do país, nos Alpes, poderá optar entre excursões nas montanhas, escaladas ou os esportes de inverno. Não deixe de fazer pelo menos uma das famosas excursões fluviais pelo Reno ou pelo Mosel ou uma excursão pelas famosas rotas românticas.
Não é, no entanto, apenas de paisagens naturais e heranças históricas que vive a Alemanha. Cidades vibrantes, com uma arquitetura espetacular, fabulosas possibilidades de compras e uma vida noturna pulsante fazem parte da rotina dos alemães. Para ir “shopping”, o visitante pode decidir ir aos centros de Frankfurt, Colônia ou Munique, com suas intensas atividades comerciais, aliadas a uma organização e beleza únicas da Alemanha. Se preferir, as lojas de departamento de Berlin, Hamburgo e Düsseldorf estarão de portas abertas para novos visitantes. Além disso, nas épocas de final de ano, a Alemanha organiza em suas cidades as famosas feiras de Natal (Weihnachtsmarkt), com suas fascinantes ruas decoradas envolvidas com sons e luzes que encantam qualquer turista, além de, obviamente, exporem inúmeros artigos de Natal.