1º Seminário Internacional sobre Qualidade e Monitoramento do Ar
Buscar ações para que a população respire melhor foi o tema central do 1º Seminário Internacional sobre Qualidade e Monitoramento do Ar. O evento, realizado ontem no Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, tratou dos fatores que causam poluição nas grandes cidades. As tecnologias que ajudam a controlar a emissão de gases e demais poluentes foram debatidas por representantes de entidades brasileiras e internacionais. O evento foi realizado pela Câmara Brasil-Alemanha de Porto Alegre, Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), Fepam e Sociedade de Engenharia do RS.
As ações que estão sendo tomadas pelos governos estaduais do Rio Grande do Sul e de São Paulo foram apresentadas pelo então secretário gaúcho do Meio Ambiente, Berfran Rosado, e pelo gerente de Tecnologia do Ar da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Carlos Komatsu. Para Rosado, o governo está descentralizando as responsabilidades e promovendo um comprometimento tanto dos empreendedores quanto da sociedade em se envolver mais com as questões ambientais. "O setor produtivo deve gerar cada vez mais se valendo de menos recursos naturais. No outro lado, a sociedade deve criar uma ética ambiental e colocá-la no mesmo patamar de outras prioridades, como a segurança e a saúde", destacou Berfran.
O Estado vem apresentando um avanço considerável em um curto espaço de tempo em relação à fiscalização e ao monitoramento ambiental. Mais de 75% das cidades gaúchas se envolvem de alguma forma com a questão. As cidades que não possuem o Plano Ambiental estão desenvolvendo paralelamente ao Plano Diretor.
Entre os principais problemas enfrentados nas grandes cidades, os palestrantes destacaram a falta de rigor na revisão dos veículos e o demasiado uso de ar-condicionado. Representante do Ministério do Meio Ambiente do México, Sara Hernandez falou sobre os problemas enfrentados na Cidade do México, uma das capitais com a pior qualidade do ar do planeta. O chileno Francisco Cereceda trouxe exemplos não só de seu país de origem, mas de outras nações, como Nova Zelândia e Austrália.
O seminário contou com palestras durante todo o dia. No final, em uma mesa-redonda, um debate reuniu as conclusões de cada palestrante para que um documento seja redigido com o conteúdo. Nele, serão propostas ações que serão levadas a um futuro encontro, que deverá ser realizado em 2011.
Segundo os presentes no evento, ainda há muito o que ser feito em torno do meio ambiente. A sociedade civil deve ultrapassar a barreira da consciência ambiental e partir para a ação.